A História de Huelva, da sua província, resume-se numa data, 3 de Agosto de 1492, data na qual a Pinta, a Niña e a Santamaría zarparam desde Palos de la Frontera em direcção às Índias, tendo, em vez disso, encontrado um novo continente: a América. Mas antes desse acontecimento, já os Tartessos, os Árabes e os Romanos tinham deixado o seu legado nestas terras. Em seguida, vamos dar uma volta pela História de Huelva, da sua província e do seu litoral.
A História de Huelva é uma história milenária: Fenícios, Tartessos e Iberos habitaram já nos seus domínios desde há muitos, muitos anos. Exploravam os seus recursos, tais como o atum e as minas de cobre, e defendiam os seus territórios.
Mas o verdadeiro desenvolvimento de Huelva (ou Onuba, como também foi conhecida) chegou com os Romanos, que fundaram localidades como La Palma del Condado, construiram a Ponte de Niebla, sobre o Rio Odiel, e exploraram a mina de Rio Tinto até ao século V.
Após esta época de esplendor romano, no ano 713, chegaram os Árabes, que encheram a província, o seu interior e a sua costa com mesquitas, fortalezas e muralhas, para além de deixarem uma importante herança nas povoações da Serra de Huelva, com a construção de casas brancas com um estilo bem definido. A região da Serra de Huelva, sob o dominio muçulmano, foi um Reino Taifa independente.
Antes dos Árabes estiveram aqui os Visigodos, uma época durante a qual Niebla foi a Capital Civil e a Sede Episcopal, mas da qual não restaram grandes vestígios.
Depois dos Árabes, chegou a reconquista, pela mão de Alfonso X, El Sabio, decorria o ano de 1262, com a reconquista de Niebla. A reconquista constituiu um marco histórico, uma vez que nesta época foram construído vários castelos na Serra para defender a região de possíveis invasões: é a época mais importante, historicamente falando, da Província de Huelva. No Verão de 1492, em Palos de la Frontera, mais concretamente no Mosteiro de Santa María de la Rábida, alojou-se um marinheiro chamado Cristóvão Colombo. No Porto de Palos de La Frontera, três embarcações, chamadas Pinta, Niña e Santamaría esperavam ordens dos Reis Católicos. Precisamente de Palos de la Frontera eram os Irmãos Pinzón, marinheiros que comandaram dois dos três barcos que, a 3 de Agosto de 1492, partiram rumo às Índias, tendo, no entanto, descoberto as Américas. Dos 90 marinheiros que partiram, 60 eram da região de Huelva, a maioria deles de Palos de la Frontera.
No dia 3 de Agosto de 1492, na Igreja de São Jorge (monumento mudéjar do século XIV), os Reis Católicos aprovaram a viagem que faria destes homens heróis. Em Palos de la Frontera, na Igreja de São Jorge, existe um monolito que imortaliza os nomes dos marinheiros de Palos de la Frontera que participaram neste descobrimento.
Outra data histórica que devemos igualmente assinalar é o Terramoto de Lisboa, em 1755, que modificou a costa, tendo deixado Palos de la Frontera sem o porto mais histórico de Espanha. Este Terramoto destruíu também parte do legado que, durante séculos e séculos foram deixados nesta província por várias civilizações. No século XIX, mais concretamente em 1873 os ingleses adquiriram as minas de Rio Tinto, tendo voltado a explorá-las. Actualmente, estas minas são as mais importantes do mundo.
O último acontecimento histórico que devemos destacar na Província de Huelva teve lugar em 1964, com a instalação do Pólo de Desenvolvimento Industrial, que tem constituído um importante motor da economia da região durante as últimas décadas, embora nos últimos anos o turismo esteja a ultrapassar o protagonismo da indústria. Há que salientar igualmente que a população passou de 75000 habitantes em 1960 para 140000 habitantes em 1990.
Actualmente, a Província de Huelva é uma região eminentemente turística, tendo o sector pesqueiro dado lugar ao sector dos serviços, embora a agricultura, nomeadamente através da colheita do morango, ainda tenha uma grande importância nesta província, tal como ainda tem o sector industrial.
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