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Falar de Palos de la Frontera é falar do descobrimento da América, falar de Palos de la Frontera é falar de Cristóvão Colombo e dos seus três barcos. A 13 de Agosto de 1492, Cristóvão Colombo partiu do seu porto, com as suas três embarcações, em busca das Índias. No entanto, como é sabido, descobriram um Novo Continente, um momento histórico numa cidade com muita história. As três embarcações partiram com 90 marinheiros, 90 marinheiros cujos nomes hoje jazem na Igreja Mudejar de São Jorge, num monolito feito em sua honra, uma vez que eles eram, na sua maior parte, naturais deste local, eram andaluzes, onubenses (da Província de Huelva) e de Palos de la Frontera. Daí a importância desta cidade no descobrimento da América. Os Irmãos Pinzón, Cristóbal Quintero, Pedro de Velascoe o próprio Cristóvão Colombo governaram as três embarcações pelo Oceano Atlântico, buscando as Índias, mas a 12 de Outubro de 1492, ao gritar "terra à vista !", foi feita história: tinha sido descoberta a América.
É por isto que Palos de La Frontera é uma cidade repleta de monumentos erigidos em homenagem ao descobrimento da América. Destes, destacamos a casa berço dos Irmãos Pinzón, a estátua de Martín Alonso Pinzón, que se encontra na Plaza de la Villa, a Igreja de São Jorge, do século XIV, lugar no qual foi lida a Ordem Real no dia em que zarparam, uma Igreja Mudéjar e ainda La Fontanilla, uma fonte da qual as embarcações retiraram a água para a sua travessia.
Com o passar dos anos e com o desenvolvimento, e não esquecendo as suas raízes, Palos de la Frontera tornou-se numa vila que trocou a sua tradição marítima pelo cultivo do morango, convertendo-se assim numa próspera vila agrícola, cuja população é de cerca de 7000 habitantes.
Palos de la Frontera foi também o lar dos Irmãos Pinzón, comandantes de dois dos barcos: desta forma a casa onde cresceram foi restaurada. |